Plataforma móvel do Google
Plataforma móvel do GOOGLE
FRANKFURT (Reuters) – Os rivais do Google vêem o líder das buscas na web como um concorrente que chegou atrasado ao mercado de telefonia móvel e dizem que o plano da empresa para ter software voltado a celulares pode promover mais uso da Internet nos aparelhos, mas não ameaçará concorrentes já estabelecidos.
Os analistas, no entanto, dizem que os Google talvez seja capaz de perturbar o status quo no setor de telefonia móvel, dominado por um pequeno grupo de grandes fabricantes de celulares e por operadoras regionais de telefonia que muitas vezes exercem controle rígido sobre as escolhas dos clientes.
Os planos do Google, anunciados na segunda-feira, colocarão a empresa em disputa direta contra rivais como a líder entre os produtores de celulares, a Nokia, bem como Microsoft, Apple e Research in Motion, fabricante do Blackberry. Cada uma dessas empresas propõe um sistema operacional diferente para os celulares.
“Se o Google não estivesse envolvido o setor teria simplesmente bocejado e continuado a dormir”, disse à Reuters John Forsyth, vice-presidente de estratégia da Symbian, produtora britânica de sistemas operacionais para celulares.
Construir uma plataforma sobre um sistema operacional de fonte aberta e projetado coletivamente, com base no Linux, será difícil, ele afirma.
A Nokia, que detém participação de 48 por cento na Symbian, era a ausência mais notável na lista de mais de 30 colaboradores que o Google divulgou sobre o projeto de software de fonte aberta para aparelhos móveis.
“Não consideramos que isso represente uma ameaça”, disse um porta-voz da Nokia.
Uma porta-voz da UIQ, uma produtora de software para celulares inteligentes controlada pelas fabricantes de celulares Sony Ericsson e Motorola, disse que “em termos gerais, é uma notícia positiva para o setor”.
O Google anunciou que trabalharia em colaboração com algumas das maiores empresas mundiais de telecomunicações, entre as quais a operadora de telefonia móvel T-Mobile, a fabricante de chips Qualcomm e a Motorola, para desenvolver uma plataforma de software para telefonia móvel chamada “Android.”
(Reportagem de John Bowker em Londres, Tarmo Virki em Helsinque, Daisuke Wakabayashi em Seattle e Adam Cox em Estocolmo)
Negócio da China
Futuro da internet é mobilidade, diz Google
Fonte – Info Online
Sexta-feira, 26 de outubro de 2007 – 18h30
XANGAI – Na China, o Google encontrou um laboratório para testar o que julga ser o futuro da web: mobilidade.
O Google afirma estar enfrentando um desafio incomum para a empresa no mercado de Internet da China: como atingir uma massa de internautas que navega pela primeira vez por celulares em vez de usarem computadores.
O problema está fazendo a companhia a projetar novos produtos direcionados ao mercado local e pode obrigar o Google a fazer mais aquisições no país para não ficar para trás, disse o presidente da empresa na China, Lee Kai-fu.
“A China tem uma grande oportunidade móvel, com muitos usuários de celulares se tornando internautas nos próximos anos, conforme a terceira geração (3G) e outras tecnologias sem fio se difundem”, disse o executivo. “Muitos usuários chineses que vão usar a Internet móvel não têm PC.”
Há cerca de 500 milhões de assinantes de serviços de telefonia móvel na China, que tem uma população de 1,3 bilhão de habitante. Enquanto isso, com mais de 162 milhões de internautas, a China é o segundo maior mercado de Internet do mundo, depois dos Estados Unidos.
Lee evitou comentar como o Google está redesenhando produtos para a China, mas a estratégia inclui a compra de participações em uma série de empresas, de software multimídia a redes sociais. Em agosto a companhia confirmou que comprou uma participação na rede social chinesa Tianya.cn.









